
Para muitas pessoas com doença renal crônica, receber o diagnóstico traz dúvidas sobre o presente e o futuro. O acompanhamento com a equipe de saúde, a adesão ao tratamento e o acesso à informação confiável ajudam pacientes e famílias a compreender cada etapa dessa jornada.
A doença renal crônica acontece quando os rins perdem, de forma progressiva, a capacidade de desempenhar funções essenciais para o organismo, como filtrar o sangue, eliminar substâncias em excesso e contribuir para o equilíbrio de líquidos e minerais. Em suas fases mais avançadas, algumas pessoas podem precisar de terapia renal substitutiva, como hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.
Diálise e transplante: escolhas que exigem avaliação individual
A hemodiálise é um tratamento fundamental para muitas pessoas. Ela substitui parcialmente algumas funções dos rins e contribui para manter a saúde e a qualidade de vida. Ao mesmo tempo, exige organização, acompanhamento frequente e adaptações na rotina, que envolvem não apenas o paciente, mas também sua rede de apoio.
O transplante renal pode ser uma alternativa terapêutica para pessoas elegíveis. No entanto, não é uma indicação igual para todos. A avaliação é individual e considera aspectos como condição clínica, exames, compatibilidade, segurança do procedimento e capacidade de acompanhamento após o transplante.
É importante lembrar que o transplante não encerra os cuidados com a saúde. Após o procedimento, a pessoa transplantada precisa manter consultas regulares, realizar exames e usar corretamente os medicamentos prescritos pela equipe médica. Esse acompanhamento é essencial para proteger a função do rim transplantado e favorecer a qualidade de vida.
Doação de órgãos também começa com diálogo
No Brasil, muitas pessoas aguardam por um transplante renal. Por isso, falar sobre doação de órgãos também é uma forma de ampliar o conhecimento e estimular conversas importantes dentro das famílias.
A doação após a morte depende da autorização familiar. Quando uma pessoa manifesta sua vontade de ser doadora e compartilha essa decisão com a família, ajuda seus familiares a conhecerem seu desejo. Conversar com antecedência pode oferecer mais clareza em um momento que é naturalmente sensível.
Na Fundação Pró-Rim, acompanhamos diariamente pessoas em diferentes fases do cuidado renal: prevenção, tratamento conservador, diálise, avaliação para transplante e seguimento após o procedimento. Nosso compromisso é oferecer acolhimento, orientação e assistência especializada ao longo de toda essa trajetória.
Neste Setembro Verde, o convite é simples e necessário: converse com sua família sobre doação de órgãos. Informação e diálogo também são formas de cuidado.
Um Sim pela Vida: converse hoje com sua família sobre doação de órgãos.
Por Dra. Amanda Meyer da Luz, médica nefrologista da Fundação Pró-Rim, CRM-SC 28.897 e RQE 28.727




