
Algumas doenças podem levar a perda da função renal e quando o rim deixa de trabalhar, os pacientes renais crônicos enfrentam uma grande batalha: aprender a conviver com a máquina de hemodiálise permanecendo-se preso a ela, três vezes por semana durante quatro horas por dia. Assim é pra cerca de 182 pacientes que atualmente dependem deste tratamento para sobreviver na unidade da Fundação Pró-Rim na cidade de Palmas, no Tocantins.
Agora, imagina uma jovem de 19 anos enfrentando essa rotina? Mas, o tempo em que passou na sala de hemodiálise trouxe um grande amor para a vida de Daiane Angélica. Há 5 anos faz hemodiálise e foi ali, na sala, durante uma sessão e outra que ela conheceu Renato Soares, 34 anos, que também enfrenta o mesmo tratamento há 12 anos. “Ficamos amigos, começamos a conversar cada dia mais e quando percebi estava apaixonada. Adoro o jeito alegre dele”, comenta Daiane.
Há três anos eles compartilham 12 horas de hemodiálise por semana, além das horas que passam juntos fora da clínica. Ter o companheiro na sessão de hemodiálise traz conforto para Daiane: “tê-lo ao meu lado neste momento me dá mais segurança e conforto para encarar o tratamento. Sinto-me mais feliz e segura com ele, pois ele entende exatamente o que eu passo”.
Este é um exemplo que o amor pode aparecer quando menos esperamos, não existem regras, nem preconceito quando se ama de verdade. Afinal, apesar das dificuldades que eles enfrentam ainda conseguem um espaço de gratidão no coração pra um dar amor ao outro, na saúde e na doença.




