
Regiane ficou grávida de gêmeos e no ano seguinte descobriu que seria mãe novamente de gêmeos. Como cuidar de quatro bebês e ainda trabalhar?
O Dia das Mães deste ano vai ser especial, carregado de emoção, amor e expectativa para Regiane da Costa Lara, 30 anos, supervisora de faturamento da Fundação Pró-Rim. Ela ansiava muito ser mãe e tentou engravidar a partir de 2012. Para reforçar este desejo, exercitou a fé com orações todos os dias. Finalmente em 2015 teve as suas preces atendidas. “Acho que rezei muito e o pedido veio em dobro” brinca Regiane, explicando que os exames confirmaram a gestação de gêmeos idênticos. Heitor e Kalil estão hoje com dois anos e cinco meses. Ela não sabia de nenhum registro de gêmeos na sua família e nem no grupo familiar do marido Valdir.

No ano seguinte Regiane voltou ao médico para atualizar exames e com surpresa descobriu nova gravidez, desta vez não programada. Nos exames seguintes soube que seria mãe de gêmeos, outra vez. “Fiquei apavorada. Foi um susto muito grande. Levamos uma semana para digerir esta notícia bombástica. Se estava complicado cuidar de dois, eu pensava como faríamos para criar quatro bebês ao mesmo tempo sem deixar o emprego. Então compreendi que a minha vida teria uma mudança radical a partir daquele momento”.
Em 18 de outubro de 2017 nasceram Flora e Otávio. A vida social de Regiane e Valdir limitou-se a programas familiares de fim de semana. Nada de cinema, praia ou simplesmente jantar em um restaurante. O casal mudou as prioridades e ficou atento às promoções anunciadas pelos supermercados, principalmente de fraldas descartáveis e leite em pó. Aliás, todo mês são utilizadas em média 600 fraldas. “Lá em casa os produtos de uso infantil são adquiridos por atacado”, explica a mãe.
Diante deste choque de realidade, a primeira providência foi mobilizar toda a família para ajudar: mãe, irmãos, sogra e marido. Todos se prontificaram a dividir muitas responsabilidades. Desenvolvemos uma logística funcional. A minha irmã deixou de trabalhar para cuidar das crianças menores. A minha mãe fica com os maiores durante meio período e depois eles vão para a escolinha. Algumas adaptações foram feitas para enfrentar este desafio gigantesco como aquisição de uma grande cama para os bebês com quatro lugares, semelhante às usadas em creches, além da compra de um automóvel maior.
Esposa e mãe de quatro bebês, Regiane acumula ainda as funções de dona de casa e profissional que trabalha em uma atividade que requer muita concentração e capacidade profissional. “Claro que às vezes fico estressada, mas sempre dou um jeito de fazer tudo com a maior alegria. Vou dormir depois das 23 horas e acordo duas vezes na madrugada para alimentar e trocar as fraldas dos chorões. Mas fico nervosa mesmo quando estou dando banho em um deles e os outros começam a chorar. Sinto-me como uma verdadeira malabarista”, compara.
Às 5h45min, mesmo sentindo sono e cansada, Regiane já está em pé para recomeçar o cotidiano tudo outra vez. “É uma rotina que dá muito trabalho. Mas, a recompensa é a alegria que sinto ao ver o sorriso deles quando eu chego em casa. Sou extremamente feliz com essas crianças que Deus deixou sob os meus cuidados. Se Ele acreditou em mim é porque sabia que eu daria conta. Hoje, me considero realizada e fortalecida, cercada pelo amor das pessoas que me amam e ajudam todos os dias a transformar a minha vida em um grande e maravilhoso desafio”, conclui emocionada.





