
Em um determinado momento sua rotina muda, tudo muda, você tem que se adaptar com horários, medicações, uma dieta equilibrada além das horas na máquina de diálise. Afinal qual a maior dificuldade em aderir ao tratamento? Essa foi a questão tratada entre a os pacientes renais da unidade Vida Center, em Joinville, com a psicóloga Juliana Sielski Favretto no dia 20/05, durante o encontro de Educação Continuada para pacientes em hemodiálise. Esse encontro é realizado mensalmente com um tema e profissionais diferentes.
Como tudo que exige mudanças, um tratamento médico impacta muito a vida do paciente crônico, principalmente quando envolve uma rotina, porém, existem algumas coisas que devem ser consideradas para ajudar na aderência ao tratamento. Quanto mais informações o paciente tiver sobre o assunto, mais aberto ele estará em cooperar para o bom andamento do tratamento.
“O objetivo do encontro foi fazer com que os pacientes compartilhem os aspectos emocionais que implicam no tratamento, deixando-os livres para debaterem sobre os problemas que enfrentam. Com recursos da psicologia conseguimos integrá-los nas relações familiares e sociais além de motivá-los e estimulá-los em relação a vida e aderência ao tratamento, comenta a psicóloga Juliana Sielski Favretto.
Concentrar-se somente no problema, vitimizar-se, achar que o mundo acabou e se sensibilizar é normal no início do tratamento, porém não pode ser uma constante. O ideal é sempre buscar informações para cooperar com o tratamento e sofrer menos.
Para a paciente Francisca Alves, que realiza hemodiálise há 11 meses, ser aderente é ter força de vontade “quem quer viver tem que lutar! A gente sabe que não é fácil, mas se precisa seguir as orientações temos que fazer, é para o nosso bem.”
Durante o bate-papo, participaram também familiares de pacientes renais, que são essenciais para o sucesso do tratamento. Gertudres Prawucki é esposa do paciente Marcin Prawucki há 50 anos e está com ele na Pró-Rim em todas as suas sessões de diálise, iniciadas há 1 ano. Além da fé, que os ajuda a superar as dificuldades, Gertudrez diz que “não devemos fazer disso um fardo e sim aceitar, colaborar e viver da melhor maneira possível”.
Você também é paciente renal? Veja aqui algumas orientações da psicóloga Juliana Sielski Favretto sobre aderência ao tratamento:
• Ao deparar-se com a doença, o paciente sente-se amedrontado diante do dilema da total dependência do tratamento ao longo de sua vida. É importante que o paciente esteja disponível emocionalmente e busque informações sobre a sua doença e as formas de tratamento. Quanto mais informações você tiver, melhor condições terá para vivenciar essa nova realidade.
• É preciso se aceitar, se reinventar, replanejar, traçar novos objetivos.
• O acompanhamento psicológico juntamente com a equipe multidisciplinar e de atividades que vão além do atendimento clínico contribuirá para que o paciente veja que a hemodiálise não é o fim, mas sim uma nova forma de viver.




